A revista da Ticketline foi a primeira publicação só de espetáculos em Portugal, este mês chega à 100ª edição. Fomos conversar com Ana Ribeiro, CEO da Ticketline, para descobrir um pouco mais sobre a história desta revista, desafios que enfrenta e o seu futuro.

Como é que surgiu a ideia de criar a revista?
Até 2009, ano em que lançámos a revista, não havia nenhuma publicação de espetáculos em Portugal. Tínhamos imensas pessoas a ligar para a Ticketline a perguntar o que é que ia acontecer nessa semana. Sentimos que era preciso criar uma alternativa, algo que acompanhasse as pessoas e lhes desse toda a informação, foi assim que nasceu a Magazine.

Nestas 100 edições não foi só a Ticketline Magazine que cresceu, também o panorama parece ter crescido muito. A revista deve ter alguma responsabilidade nisso.
Claro que sim. A Magazine é uma agenda que serve para comprar bilhetes e descobrir novos destinos. Foi uma revolução na vida dos nossos clientes, e é para eles que trabalhamos. Sabemos que há pessoas que vão com as revistas às lojas e apontam para os espetáculos que querem.

Para muitos clientes também deve ser útil a versão online.
Nós vendemos em média 800 espetáculos por dia. Isto significa que a revista ao fim de 2 dias já está desatualizada, porque estamos sempre a abrir espetáculos. Houve a necessidade de criar a magazine digital precisamente por isso, é mais fácil para as pessoas acompanharem a programação que temos disponível. Também temos cada vez mais utilizadores a aceder pela Internet, 1 milhão e meio de pessoas.

E como será o futuro da Magazine?

Queremos fazer uma revista mais interativa, mais próxima dos nossos clientes e queremos evoluir todos os meses. Estamos a trabalhar para acrescentar qualidade a este projeto e vão surgir algumas surpresas.

estamos sempre a abrir espectáculos. Houve a necessidade de criar o magazine digital precisamente por isso. Para as pessoas estarem mais informadas da programação que existe. Obviamente que agora, com as novas tecnologias, é mais fácil para as pessoas conhecer a programação que temos disponível.

Nestas 100 edições como é que a revista cresceu?
Cada vez temos mais pessoas a aceder pela Internet, o que é normal. Contra 1 milhão e meio que vão ao nosso site, a revista acaba por ser aqui um apoio mais de agenda para as pessoas. E tem as entrevistas, que também há muitas pessoas fãs de vários artistas e que acabam por partilhar essas entrevistas nas redes sociais.

E como será o futuro da revista?
Nós queremos que a revista cada vez seja mais interactiva. Por isso mesmo, já apresentamos aqui algumas formas de o ser como os QR-Codes que dão a possibilidade de comprar de imediato, ou até de ler uma versão mais extensa de uma entrevista ou texto. Queremos ser o mais interactivos possível e vamos arranjar forma de o fazer porque, quer queiramos quer não, isto é o futuro. Até porque o número de espectáculos imersivos está sempre a aumentar e as pessoas querem participar também. Não querem estar simplesmente sentados na sua cadeira e ver um espectáculo no palco, mas também presencia-los. Isto vai ser o futuro e temos que alinhar por aí.