AVÉ
CÉSAR!

Com 38 anos, César Mourão é o artista do mês de dezembro e poderá vê-lo no espetáculo ‘Rebenta a Bolha’, em Lisboa e no Porto, e ainda em ‘Portátil”, uma peça de improviso do coletivo Porta dos Fundos. Conversámos com um artista multifacetado e que perante o sucesso dos seus projetos agradece, humildemente, a todos os fãs que o acompanham.

VERDADEIRO EXEMPLO do artista dos sete ofícios, César Mourão, 38 anos, é humorista, ator de improviso e stand-up, músico, ilusionista, malabarista, apresentador de programas de televisão e a lista poderia continuar… A sua formação começou no Chapitô, que é uma instituição que “não forma artistas circenses, forma artistas! Eu tive a sorte de ter como professores os melhores de cada área, e bebi o mais possível de cada um… gosto e faço por ser o mais versátil possível”. Com as ferramentas necessárias adquiridas nesta escola de artistas, o ator tem-se mantido ao longo dos últimos anos com “Commedia a La Carte”, um formato de improviso que prima “pela amizade” e que junta um grupo de amigos e que tem as suas normais vicissitudes, como as discussões: “As zangas fazem parte, zangamo-nos muito, mas as coisas acabam por correr como esperado. Somos um grupo com 16 anos, a trabalhar ininterruptamente, seria muito difícil não ter havido zangas”. Ainda nesta fase inicial do seu percurso conhecido pelo grande público, César Mourão teve a oportunidade de trabalhar com Herman José no programa “Hora H”, uma experiência muito importante e que destaca como “especial… fez-me crescer como profissional.” Outra das facetas que o público comum desconhece são os espetáculos preparados para eventos empresariais, onde é suposto haver um ambiente mais formal, que, contudo, não o intimida, já que “quando trabalho em corporate, não estou em roda livre como habitualmente, como é óbvio. Tenho os cuidados normais e respeito por quem me contrata, logo nunca se põe o facto de ser censurado, o ambiente mais formal para mim é normal, consigo adequar o meu trabalho sem o descaraterizar. Mas sim, é diferente trabalhar para um público que não pagou para nos ver”.

“Rebenta a Bolha”

12 de dezembro
Coliseu Porto
22 de dezembro
Campo Pequeno

 

“Portátil”

De 14 a 16 de dezembro
Teatro Tivoli BBVA
19 e 20 de dezembro
Teatro Sá da Bandeira
21 de dezembro
CAE de Guimarães

A rubrica da Rádio Comercial “Rebenta a Bolha” é um dos motivos desta conversa, já que vai ser adaptada ao formato de espetáculo ao vivo dia 12 no Coliseu Porto e a 22 no Campo Pequeno e até já deu origem a um jogo. O sucesso, segundo César Mourão, deve-se a dois fatores: “a Rádio Comercial pela força que tem e ao facto de ser verdadeiro, pois o público identifica-se com a verdade na rádio, é mesmo improviso e há risco de correr menos bem”. Ao público promete “um espetáculo completamente improvisado e com surpresas de convidados incríveis, farei para além das improvisações que faço na rádio, outras novas”, refere com entusiasmo. À entrada destes dois grandes palcos, César Mourão não indica qualquer superstição, apenas “um respeito enorme pelo público que sai de casa e gasta dinheiro num bilhete para assistir a um espetáculo meu. No caso do Coliseu Porto e no Campo Pequeno ficarei mais nervoso de certeza, pois improvisar para tanta gente dá um frio no estômago”, confessa. O artista revela-nos também a sua satisfação pelo convite para integrar o elenco da peça “Portátil”, do coletivo Porta dos Fundos, também durante o mês de dezembro e relembra que também Gregório Duvivier já tinha improvisado com os Commedia a La Carte, pelo que o convite acaba por ser “o resultado de um trabalho e de coincidências felizes”.

César Mourão vai voltar ao cinema brevemente, depois da participação em “Pátio das Cantigas”, num filme escrito por Nuno Markl e intitulado “Por Ela”, ao lado de Tónan Quito, Ana Bacalhau e Ricardo Araújo Pereira. A alternância de registos entre todos os projetos é vista, pelo artista, como algo natural “sou um ator, logo seja em humor ou drama ou seja o que for, tentarei cumprir. Até na apresentação de programas acabo por ser ator”. Na vida familiar interpreta apenas um papel, o de César, pai de uma menina e membro de uma família com uma vida o mais normal possível, já que “não deixo de fazer nada por ser ou não figura pública, nem me lembro”. Aos fãs, quer deixar apenas uma mensagem: “obrigado!”.

Nós é que agradecemos!

O meu MP3

No “Meu MP3” oiço muita coisa, sou muito eclético na música. Mas, ultimamente Concha Buika, Criolo e sempre Stevie Wonder