9, 11, 18 e 19 de Fevereiro Teatro do Bairro

Hora: 18:00 e 21:30
Promotor: H2N
Preço: 16,00€
Idade: M/12

“Retrato Clandestino” é o mais recente espetáculo que marca o regresso do jovem prodígio da magia a Portugal. Helder Guimarães apresenta-se com espetáculos em fevereiro no Teatro do Bairro, Lisboa, e também no Porto, no Palácio do Bolhão. Em jeito de entrevista, a TL Magazine tenta desvendar alguns dos seus truques.

TL Magazine – O que é que os espetadores podem esperar deste novo espetáculo?

Helder Guimarães – Chama-se “Retrato Clandestino” e é uma espécie de conversa com o público sobre histórias pessoais, profissionais e coisas que me interessam. As pessoas têm sempre curiosidade de saber como é a minha vida fora de palco, onde aprendo aquilo que sei, como se inova nesta arte e como é o meu trabalho de consultor para filmes, investigações, segurança de casinos ou campanhas de marketing. Este espectáculo fala de tudo isso e vai dar uma perspectiva diferente ao público sobre o que significa ser mágico.

TLM – Aos 33 anos já arrecadou dois Óscares da Magia, é o único português com o título de campeão mundial. Qual é o seu truque?

HG – Não existe. É pura e simplesmente trabalho e dedicação. Acho que muita gente sonha em conseguir determinadas coisas mas acabam por nunca meter mãos à obra. Eu também gosto de sonhar, mas também sei que sem dedicação nada se constrói. Cresci a perceber que para conseguir o que queria, tinha de trabalhar de forma inteligente. Apliquei-me em algo que me dava e dá extremo prazer, pois sei que posso passar as 24 horas do dia a pensar em magia sem sequer me esforçar. Só assim se consegue atingir a excelência, algo que continuo a procurar diariamente.

TLM – Como é o dia a dia de um mágico?

HG – Sempre diferente. Dependendo do projeto, acabo por ter horários distintos e estar em diferentes localizações durante um certo período de tempo. Por exemplo, este ano vivi entre Porto, Los Angeles, Las Vegas, Nova Iorque e Copenhaga, entre projetos artísticos e de consultoria para filmes, campanhas de marketing e investigação. Gosto disso, acabo por ter uma vida cheia de aventura e experiências enriquecedoras.

TLM – Que truque gostaria de fazer que ainda não tenha feito?

HG – Sobre coisas que ainda não fiz e gostaria de ter feito, diria que existem poucas na verdade. Sinto-me muito privilegiado e não nego que, em certa medida, sou um sortudo. Trabalhei para isso, mas estou numa fase em que também gosto de me deixar surpreender por aquilo que naturalmente irá aparecer no meu caminho. Se quando tinha 20 anos me dissessem que teria conseguido fazer o que fiz antes dos 35, acho que me teria dado uma bela gargalhada. Por isso, prefiro daqui a 15 anos voltar a pensar o mesmo.

TLM – Da sua vasta e diversificada experiência profissional, que projeto em que esteve envolvido gostaria de destacar?

HG – Na verdade, acho que cada projeto acaba por ter a sua história e acabo por me apaixonar por todos eles. Alguns pela sua diferença, alguns porque me permitem comunicar ideias e conceitos que me interessam, outros pelo desafio. Gosto de viver no presente, por isso diria que neste momento destacaria o “Retrato Clandestino”, pela componente de storytelling e por ser um espectáculo extremamente pessoal.

TLM – Planos para o futuro?

HG – Muitos. Alguns ainda secretos, mas para já estou a planear outra experiência imersiva nos Estados Unidos, e fazer tour com este novo espetáculo, além de alguns trabalhos consultoria em Hollywood.