1 de Maio Pavilhão Multiusos de Gondomar

Hora: 20:30
Promotor: Everything Is New
Preço: De 35,00 a 40,00€
Idade: M/06

Duas décadas inteiras de rock alternativo. Vinte anos a conquistar fãs nos quatro cantos do mundo. Em Portugal, têm uma considerável legião de seguidores que esperam da banda de Brian Molko uma festa de celebração com revisitação de êxitos como ‘Every You Every Me’ ou ‘Where is my Mind’. Dia 1 de Maio, no Pavilhão Multiusos de Gondomar dão novo concerto. Desta vez com princípio, meio e fim.

Texto: Sofia Canelas de Castro

Bem conhecidos do público português, seja pelas duas décadas de carreira, seja pelos concertos que já fizeram em solo nacional, os Placebo estão de volta a terras lusas para celebrar o 20º aniversário sobre o lançamento do disco de estreia ‘Placebo’ . A digressão mundial que passa por Gondomar (e Lisboa, no dia seguinte), dura até ao Natal. Por cá, é tempo de celebrar ao estilo “de festa de aniversário.

Faremos o nosso melhor para o público sair satisfeito”, antecipa o baixista. E, se ainda houver tempo, quem sabe até possamos encontrar a dupla Molko-Olsdal a perder-se ali para os lados do Bairro Alto, em Lisboa, zona que deixou as melhores memórias para os elementos da banda britânica.

“Já passei momentos muito cool com os meus amigos de Lisboa no Frágil, no Bairro Alto. E sempre gostei de andar por ali perdido. Aquela zona faz-me pensar que o tempo para e gosto muito dessa sensação. Sou um escapista de coração”, desabafa o baixista. Já o tempo dos Placebo, esse, parece não parar. E continua a rodar.

Espera-se que em Portugal o concerto não relembre o arranque da digressão europeia que, em finais de 2016, não correu da melhor forma… Então Molko parou de cantar após as duas primeiras músicas – ‘Pure Morning’ e ‘Loud like Love’ – no primeiro concerto da tournée, no clube Train Live, em Aarhus, na Dinamarca.

Foi em outubro, estava frio e a audiência gelou ainda mais. Mais estranhou quando o vocalista se sentou, em palco, e começou a explicar ao público que tinha “um pé com gangrena”. Acabou por ser conduzido para fora do palco por um elemento da equipa, o baixista apressou-se a justificar o fim do espetáculo com a indisposição do cantor e o assunto saltou para os jornais. A banda pediria desculpa aos fãs e explicaria, depois, a causa do estranho incidente: Molko tivera “uma reação grave e inesperada a uma medicação nova”.

Em Portugal vai ser diferente.

“O público português dá-nos muito o que faz com que nos apeteça devolver outro tanto”, promete o baixista Stefan Olsdal. E promete ainda uma revisitação dos temas que celebrizaram a banda britânica, mesmo que reinventados. “Se nos cansamos de uma canção arranjamos forma de fazer a nossa própria ‘cover’ (versão) dessa mesma música como já fizemos com alguns dos nossos temas mais antigos”, esclarece. Claro está, do alinhamento dos espetáculos em Portugal não poderão faltar os grandes êxitos – temas como Every You Every Me”, “Song To Say Goodbye”, “Pure Morning”, entre outros – “que honram o caminho que a banda fez até hoje”.

Em meados da década de 90, a música alternativa ganhava nova expressão com o surgimento dos Placebo. A ajudar ao impacto que foi causando – em Londres, onde surgiu, e fora de portas – estava uma figura andrógena, lânguida e de voz sensual que rapidamente atraiu fãs, de ambos os sexos. A maior conquista, no decorrer dos tempos, é mesmo a manutenção de um estilo muito próprio: “Mantemo-nos fiéis à nossa visão singular sobre o que somos, sem nunca desistirmos”, garante Stefan.

E não desistem mesmo. Recentemente, os Placebo lançaram a coletânea ‘A Place for Us to Dream’ e um EP com seis temas, ‘Life’s What You Make It’ (‘A Vida é o que se faz com ela’), com seis inéditos até então desconhecidos do público, incluindo a nova música ‘Jesus Son’ e uma versão de “Life’s What You Make it”, dos Talk Talk. “Não temos planos para desistir e, por isso, as hipóteses de fazermos novo material para breve são elevadas”, antevê Olsdal.