Várias datas Vários locais

Hora: Várias Horas
Promotor: Vários
Preço: Vários
Idade: M/06

São quatro os concertos que a Metropolitana está a preparar para abril e maio, enquadrados nas temporadas “Clássica” e “Barroca”.

Veja o roteiro e marque já o seu lugar!

 

22 de abril

Museu Nacional de Arte Antiga

Temporada Barroca

“Sonatas, Fantasias”

 

O cravista José Carlos Araújo junta-se uma vez mais à programação da Metropolitana, desta vez para apresentar um recital a solo que vagueia pelo maravilhoso universo do repertório para tecla do século XVIII. Numa época em que o canto prevalecia nos concertos públicos e o violino gozava de notória hegemonia no domínio da música instrumental, o cravo, o clavicórdio e o órgão abriam caminho à extraordinária afirmação do recém-criado pianoforte. Potencialmente vocacionado para servir a sustentação rítmica e harmónica das linhas melódicas, o cravo conseguia, no entanto, conquistar espaço como solista, em particular em contextos privados. Este programa percorre alguns dos formatos musicais que lhe destinavam os compositores. Sonatas e sonatinas, partitas e transcrições de obras corais, minuetos e fantasias… soam peças discretas e intimistas de três músicos que conheciam como ninguém os segredos do teclado: Bach, seu filho Carl Philipp Emanuel e o incontornável Mozart.

 

6 de maio

Temporada Clássica

“Amores Impossíveis”

Teatro Thalia

 

Pedro e Inês, Pelléas e Mélisande, Orfeu e Eurídice… Histórias de amores proibidos que contam o drama de quem, na impossibilidade de viver sem «o outro», entrega-se na comunhão da morte. São narrativas reais ou ficcionadas que incendeiam a imaginação da Humanidade desde sempre. Este programa espreita por essa frondosa janela e dá de caras com três obras musicais plenas de fantasia e densidade dramática. O maestro Luís Carvalho começa por interpretar uma obra da sua autoria. Nise Lacrimosa faz uma leitura do romance «puro» e «lamentoso» que uniu na eternidade Dom Pedro I e Inês de Castro. Contornando a célebre narrativa, são doze minutos de música em que a orquestra recria subjetivamente as emoções dos protagonistas. Por sua vez, à semelhança de Fauré, Debussy e Schönberg, Jean Sibelius também compôs para o texto simbolista de Maeterlinck «Pelléas et Mélisande». Por entre as águas sem vida do Reino de Allemonde, fez soar a música que se ouve na Suíte Op. 46. Por fim, Stravinsky deu azo à sua veia lírica no bailado Orpheus, que Balanchine levou à cena em 1948 a dois quarteirões de distância da Broadway de Nova Iorque.

 

 

7 de maio

Temporada Clássica

“O Dia Seguinte VII”

Teatro Thalia

 

A Temporada Clássica da Metropolitana lança ao público um desafio pouco comum: “Venha ouvir uma orquestra por dentro!”.

A ideia é simples: no dia seguinte a alguns dos seus concertos no Teatro Thalia, a Orquestra Metropolitana de Lisboa convida o público, no limite dos lugares disponíveis, a sentar-se entre os músicos, seguindo os gestos do maestro e dos instrumentistas num pequeno ensaio e na interpretação de uma das obras tocadas no concerto da véspera.

O espetador senta-se no interior da orquestra e, ao longo de uma hora, tem a experiência de “ouvir uma orquestra por dentro!”, de frente para a plateia e partilhando, por uma vez, a escuta, o tipo de atenção e o campo visual do próprio intérprete.

 

 

13 de maio

Temporada Barroca

“Lubby, Rebel, Rameau”

Museu Nacional da Arte Antiga

 

Ao soarem os primeiros acordes de Les éléments, instala-se o caos. Tem assim início a sinfonia que Jean-Féry Rebel compôs em 1737, então já com a respeitável idade de setenta e um anos. O deliberado e ostensivo uso da dissonância no maciço orquestral faz destas páginas um dos documentos mais surpreendentes da História da Música, e, por essa razão, um dos principais motivos de interesse em torno deste programa. Mas é também oportunidade para nos familiarizarmos um pouco mais com o estilo musical barroco francês. A esmagadora maioria do repertório barroco que se ouve nas salas de concerto dos nossos dias traduz-se em obras de compositores italianos ou alemães. Esta realidade justifica-se em razão da especificidade da música francesa daquele período, que se distingue pela sonoridade, mas também pelas técnicas interpretativas. Para esse efeito, o maestro e cravista Marcos Magalhães, profundo conhecedor desta prática, junta-se aos músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa para apresentar um concerto que junta a Rebel outros dois nomes grandes da música francesa, Jean-Baptiste Lully e Jean-Philippe Rameau.