17 e 18 de Maio Vários locais

Hora: 21:00
Promotor: ESPELHO DE CULTURA-PRODUÇÕES ARTISTICAS
Preço: De 15,00 a 50,00€
Idade: M/06

Com dois concertos, um na Casa da Música a 17 de maio e no dia seguinte no CCB, Ivan Lins regressa aos braços do público português que tão bem conhece a sua obra e que o tanto estima.

Passada uma década do seu último concerto no CCB, Ivan volta aos palcos portugueses em nome próprio para concertos na Casa da Música e no Centro Cultural de Belém. Acompanhado por um quarteto de luxo interpretará não só novos temas como os grandes êxitos de uma carreira de 47 discos e 5 Grammys.

O intérprete e compositor desvenda mais um pouco sobre o que vamos poder ver e ouvir nestes concertos que serão, sem dúvida, para guardar no coração.

TLM – Como é regressar a Portugal?

Ivan Lins – Sempre maravilhoso. É minha segunda pátria. Minha terra prometida… (rsrsrs).

TLM – O que é que os seus fãs podem esperar destes dois espetáculos?

IL – Muita música boa, muita emoção, muita energia. Faço parte de uma geração brasileira de artesãos da música, onde o capricho harmónico, melódico e literário eram os principais requisitos para ter status na nossa história musical e para exportar nossa arte. Pena que hoje não seja mais assim. Portanto, como dizemos no Brasil, compomos e cantamos para um enorme contingente de “viúvos e viúvas” da música de qualidade, de bom gosto, que desapareceram da grande mídia de rádio e televisão no Brasil. Exatamente a música que fez e ainda faz o bom nome de nossa música neste maluco planeta.

TLM – Vai fazer-se acompanhar de convidados portugueses? O que acha da nova geração de artistas em Portugal? Está a par do que se faz no nosso país?

IV – Sim, vou ter convidados portugueses. Paulo de Carvalho, seu filho, Agir, Ricardo Ribeiro, Sofia Vitória, António Serrano (harmónica-Espanha). Convidei mais gente, porém não puderam por causa de agenda. Sobre a nova geração portuguesa, pela distância, e pela falta de tempo, não tenho tido a oportunidade de acompanhar como deveria a nova cena musical do país. Mas tenho ouvido nas poucas estações de rádio que tocam música boa, em Portugal, vozes novas lindas, boas composições e instrumentistas. Principalmente nos movimentos de modernização do fado. O que provoca a internacionalização dele, muito merecida.

TLM – Qual é o papel da poesia nas letras das suas músicas?

IV – As letras são preponderantes na minha música. Representam a minha mensagem ao público, às pessoas. Representam o meu pensamento em relação ao que vejo, escuto, toco e sinto. Sou muito transparente. A minha música representa o que sou como pessoa. E isso se deve, preponderantemente às letras.

TLM – O que costuma ouvir nos seus tempos de lazer e quando não está a compor?

IL – Escuto de tudo, dependendo do meu humor, e da necessidade (para criar, compor, tocar). E, soma-se a isso, os CDs que recebo de presentes de colegas de profissão e de gente nova. Demoro (a quantidade normalmente é grande), mas escuto tudo. E, diferentemente de outros artistas que conheço, escuto muito as coisas que componho, tanto as novas, como as gravações mais antigas. Gosto muito do que faço. Graças a Deus.