Maio/2017

 

Quando me foi apresentado o desafio de escrever sobre este tema, a primeira imagem que me surgiu foi a de estar com os meus pais e amigos na praia, a apanhar “cadelinhas” e, quando dei por mim, estava a esboçar um sorriso não só pela nostalgia da inocência e simplicidade da atividade, como por todas as emoções que ela novamente fazia invadir o meu coração.

Estamos numa era em que a atividade física e as relações interpessoais estão a perder terreno para o digital, em que as emoções são expressas através de emojis, tendo cada um apenas o contacto com o seu aparelho individual.

Podia, como profissional do desporto, dizer-vos que o nosso corpo é uma máquina que se foi aperfeiçoando ao longo de milénios de evolução para a atividade física com o máximo de perfeição e mínimo desgaste energético portanto, esta é uma necessidade intrínseca do mesmo. No entanto, quero partilhar o que tenho aprendido com a minha filha de ano e meio. Com ela e por ela aprendo que é nas atividades e no pouco tempo que dispomos para passar juntas, fora de quatro paredes, que transmito a maior parte dos valores e princípios, crio uma ligação emocional e amo incondicionalmente.

Alexandra Moraes

Alexandra Moraes

PERSONAL TRAINER