2 e 3 de Junho Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães)

Hora: 18:00
Promotor: VIBES & BEATS
Preço: De 35,00 a 55,00€
Idade: M/06

É no Berço da Nação que se estreia o primeiro grande festival de música da temporada deste Verão. Com mais de 20 bandas, o North Music Festival quer afirma-se como “o Rock in Rio do norte”. Confirmados estão já Skunk Anansie, Maceo Parker, Erick Morillo, estrelas internacionais que acompanham Pedro Abrunhosa, Sérgio Godinho e Jorge Palma, Natiruts, Amor Electro e HMB.

José Manuel Diogo, diretor da Ticketline Magazine, esteve à conversa com o Jorge Veloso, o CEO da Vibes&Beats, empresa produtora do “North”, o primeiro festival intergeracional em Portugal, é urbano e quer juntar na mesma plateia, com conforto e alegria, toda a famílias. Dos 7 aos 77.

Jorge-Veloso

“Vamos ter um alinhamento diário cerca de 10 bandas, artistas, Djs, um alinhamento transversal”, Jorge Veloso

 

 

 

 

 

 

 

 

JOSÉ MANUEL DIOGO: Fazer um festival de raiz é obra, como é que lhe surgiu esta ideia?

JORGE VELOSO: Da observação do mercado, verificámos que não existia um festival deste género. Não existia um festival urbano. Um festival com acessibilidades, com condições a nível de segurança e de trânsito e num local apropriado, este ano o estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Porque é que me inspirei num estádio? Fui ver os Coldplay a Estocolmo e vi como os suecos preparam as coisas, pensaram em tudo esse é o modelo.

Estava lá tudo, só faltava a música…

Exatamente. Eles fecharam o recinto criando um ambiente com teto de luzes, assim como fecharam determinadas zonas das bancadas e criaram um ambiente intimista.

Isso é o que a Vibes&Beats se propõe fazer?

Exatamente. Muitas pessoas me disseram que já não se identificam muito com festivais, que é muita confusão, são muitos quilómetros para entrar, depois a segurança, enfim… Num estádio também existem estas condicionantes, mas já estão todas tratadas, e há zonas de restauração improvisadas, as casas de banho… Faz parte dos festivais. Não quero dizer que o meu é melhor do que o dos outros; é diferente.

As pessoas que vão ao festival também envelhecem e precisam de algum conforto, esse é um nicho que encontra a Vibes&Beats? Podemos dizer que vai ser o festival mais confortável de todos os tempos?

Pretendemos atingir esse nicho de mercado: aquelas pessoas em que eu já me revejo. Já não vou ver espetáculos com muita confusão. Vamos ter um alinhamento diário cerca de 10 bandas, artistas, Djs, um alinhamento transversal.

Quer fazer o Rock in Rio do norte, isto quer dizer que vai ser um festival bianual ou anual?

Depende. Sabemos que no primeiro ano será um investimento. Quanto ao futuro logo se verá, estamos a ter um bom feedback, o target é transversal, pretendemos fazer um “Rock in Rio” no norte, porque é isso que agora falta.

O festival do Norte?

Se recuarmos no tempo, a força dos festivais estava no norte e a ativação de marca nos festivais era também a norte. Esse paradigma mudou, os maiores festivais neste momento estão a sul. Queremo-nos afirmar como o maior festival do norte a curto prazo.

Os grandes festivais regressam a casa, regressam ao norte…

Neste momento, no norte não existe nenhum festival de referência. Temos um mais dedicado aos anos 80, o Marés Vivas, o Vodafone e o Primavera Sound são mais alternativos. o nosso vai ser mainstream.

Quais é que são os artistas que os fãs vão ver nestas datas?

Dois dias, 10 bandas por dia. Falando do cartaz que escolhemos, os Skunk Anansie, Erick Morillo, Gente da Zona, Amor Electro, Regula, Kura, Natiruts…

Têm alguma parceria com alguma rádio?

A rádio oficial é a RFM, a SIC e SIC Notícias a nível de televisão e temos o JN na imprensa.

Vão ter uma estratégia de marketing só para a Galiza?

Temos uma estratégia de marketing a nível de rádios e jornais e marketing direto.

Qual é que é a expetativa de número de pessoas que têm para este ano?

Estamos no primeiro ano de lançamento da marca, o feedback tem sido positivo, queria apontar para 10, 15 mil pessoas por dia.

E os bilhetes?

Temos um bilhete base para um dia que é 35€. Como são 10 bandas o custo é de 5€ por banda, quase o download de uma música. A entrada para os dois dias são 55€. 2,75€ por banda.

 

O NORTH MUSIC FESTIVAL POR QUEM DÁ A CARA POR ELE

Natiruts

NATIRUTS “Como todos sabemos, a relação Portugal e o Brasil é muito antiga. E felizmente passámos do contacto primitivo ao convívio civilizado. Isso possibilita um intercâmbio cultural que é benéfico para todos. Portugal sempre recebeu as nossas canções com muita intensidade e emoção. Tenho certeza que não será diferente no festival. Tocar em Portugal é maravilhoso! Pela experiência de vida, pela riqueza cultural do país, e pela relação com nossos fãs”.

 

 

 

 

 

Sergio-Godinho-Jorge-Palma

JUNTOS Jorge Palma: “Nos festivais de maior dimensão, como é o caso, o tempo de atuação acaba sempre por ser mais reduzido, o que faz com que tenhamos que trocar várias ideias até encontrar um alinhamento que se encaixe. De qualquer forma, já estivemos nos grandes festivais, pelo que esperamos conseguir eleger um leque de canções que agrade aos espetadores e a nós próprios. No fundo, a ideia geral passa por isso mesmo: um momento agradável para o público, e já agora para nós”. Sérgio Godinho: “Essa entrega, que é sempre completa e renovada, misteriosamente renovada. Vamos dar o nosso melhor, disso temos a certeza. Em palco é uma grande alegria, uma energia e uma emoção partilhadas, entre nós dois e os músicos, também eles cúmplices desta já longa aventura. E o improviso existe, mas dentro de um guião bem definido”.

Pedro-Abrunhosa

PEDRO ABRUNHOSA “Por todo o país sente-se uma imensa necessidade de música. Este festival vem confirmar que há mercado e apetência dos públicos do norte para encher recintos, apesar da minha música não ter nenhum caráter regionalista, é transversal a todas as regiões e idades”.