NA PRIMEIRA QUINZENA DE JULHO A ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA ASSISTIRÁ A UM DESFILE DE CINCO DAS MAIORES LENDAS DO ROCK. SERÃO TRÊS CONCERTOS QUE PROMETEM SER MEMORÁVEIS. TIDO POR MUITOS COMO O “PAI DO HEAVY METAL”, OZZY OSBOURNE, ATUA NO DIA 2 NO ALTICE ARENA, EM LISBOA, E TRARÁ OS JUDAS PRIEST COMO CONVIDADOS ESPECIAIS. NA SEMANA SEGUINTE, HÁ UMA DOSE TRIPLA EM OEIRAS, COM A SUBIDA AO PALCO, NO DIA 10, DOS KISS, QUE TRAZEM OS MEGADETH COMO CONVIDADOS, E, NO DIA SEGUINTE, SERÁ DOS SCORPIONS. O ROCK NÃO VAI PARAR.

Ozzy Osbourne confessava, recentemente, numa entrevista, não saber bem o que faz um homem de setenta anos. Contudo, ele não se perde na indefinição. Este ano começou a celebrar as datas redondas da sua vida com uma tournée mundial de despedida: nasceu em 1948, começou a pisar palcos em 1968, então ainda com os The Polka Tulk Blues Band (os míticos Black Sabbath, “só” vieram no ano seguinte) e lançou-se a solo, em 1978.
Planeada para três anos, a tournée No More Tours 2 vai trazê-lo, já a 2 de julho, ao Altice Arena, para um concerto no qual terá como convidados especiais os míticos Judas Priest.
A ter em conta etapas anteriores desta tournée, o vocalista deverá brindar o público português com um set que deverá incluir Bark At The Moon, entre outros temas do seu catálogo a solo, e alguns clássicos dos Black Sabbath, como War Pigs e Paranoid.
Depois de acumular inúmeros concertos, mais de 20 álbuns a solo e 11 com os Black Sabbath (sem contar com coletâneas), não se pense que lá por ter 70 anos e estar em digressão com uma tournée de despedida, Ozzy vai arrumar as botas e encostar-se à box da reforma. Nem de longe.
Deixou-o bem claro. Antes de dar o pontapé de saída desta digressão, no final de abril, em Jacksonville, Estados Unidos, teve o cuidado de deixar tudo em pratos limpos. Apesar de pretender passar mais tempo com a família, não tenciona deixar de trabalhar. Garantiu que atuará pontualmente em concertos e irá a estúdio. Só não podem contar com ele é para digressões prolongadas.
No dia 10, será o Estádio Municipal de Oeiras a abrir as portas a outro des le de lendas. Trinta e cinco anos depois de terem atuado no Dramático de Cascais, os Kiss voltam a aturar em Portugal. E isso numa altura em que fervilham as especulações sobre uma próxima tournée de despedida da banda nova-iorquina que em 45 anos de carreira vendeu mais de 200 milhões de álbuns.
“Não podemos continuar a tocar para sempre”, dizia em finais de abril, Gene Simmons, o carismático vocalista do agrupamento, numa entrevista ao Chicago Sun. É que o próprio Simmons conta já com 68 anos, ao passo que o guitarrista, Paul Stanley fez 66, em janeiro passado.
Neste concerto em que os Megadeth assegurarão a primeira parte, não será de esperar que os Kiss surjam sem maquilhagem, como o fizeram, em 1983, no Dramático de Cascais, dando então início a uma nova fase da banda, que só voltou a atuar maquilhada uns dez anos depois. Mas, para o público português, será expectável, voltar a ouvir Lick It Up, tema tocado pela primeira vez ao vivo no memorável concerto do Dramático de Cascais, a 11 de outubro de 1983.
Das lendas que integram o desfile a que assistiremos em julho, a que anda há mais tempo a pisar os palcos são os Scorpions – são 53 anos de carreira. Presença assídua em Portugal, menos de um ano após a sua atuação no MEO Marés Vivas, a banda alemã regressa ao nosso país. Será já no dia 11 de julho, também no Estado Municipal de Oeiras, no âmbito da sua Crazy World Tour, iniciada em março do ano passado.
Com 25 álbuns gravados (sem contar com as coletâneas), os Scorpions são uma das bandas mais consagradas mundialmente. Começaram a tocar em 1965, sendo que Rudolf Schenker, atualmente com 69 anos, é o único fundador a fazer parte da atual composição.
As setlist dos concertos de maio deixam antever que os Scorpions levarão o público português a viajar por temas clássicos como, Rock You Like a Hurricane, Coast to Coast, Wind of Change, e Still Loving You.
Com um programa destes, uma coisa é certa: julho será um mês memorável em que o Rock não vai parar, muito menos morrer… ou como cantaria outra lenda, Neil Young,: “Hey hey, my my / Rock and roll can never die.”