Claude McKnight, Mark Kibble, David Thomas, Joey Kibble, Cedric Dent e Alvin Chea são os seis elementos dos Take 6. Com mais de 25 anos de carreira e inúmeros prémios vão atuar no Coliseu Porto a 15 de novembro e 16 de novembro no Centro Cultural de Belém.

ENTREVISTA DE José Manuel Diogo

Este grupo vocal com seis vozes – as mesmas desde a formação da banda até aos dias de hoje – únicas são uma mistura de gospel, jazz, R&B e pop. Elogiados por diversos artistas como Ray Charles, Stevie Wonder, Brian Wilson, Ella Fitzgerald e Whitney Houston, os Take 6 já percorreram todo o mundo. Já colaboraram em todos os géneros musicais e são reconhecidos como um dos grupos à capella mais influente em todo o mundo. Claude Mcknight, fundador do grupo, respondeu às nossas perguntas.

Incrível. Vocês são o grupo à capela com mais prémios na história. 10 Grammy Awards, 16 Bilboard Awards, 10 Dove Awards, um Soul Train Music Award e ainda nomeados para o Gospel Music Hall of Fame. Como é que todo este reconhecimento vos faz sentir?

Faz-nos sentir espetaculares saber que os nossos colegas e os nossos fãs gostam o suficiente do que nós fazemos para nos atribuírem um prémio. Nós fazemos o que amamos!

O público português já vos conhece. Quais são as vossas expectativas para as vossas atuações em Portugal?
A coisa fantástica de tocar para públicos que já conhecem o nosso trabalho é que pode existir uma grande troca de energia entre os artistas e os fãs. Estamos na esperança, que o público cante connosco as nossas canções e se divirtam juntamento com o grupo.

Quais são as vossas influências?
Pessoalmente, as minhas influências são Marvin Gaye, Stevie Wonder, Quincy Jones, Michael McDonald, The yellow jackets, James Ingram, Earth Wind and Fire.

Vocês já têm uma longa carreira. Ao longo de tantos anos neste meio, conseguem encontrar um balanço entre a vossa vida pessoal e a música?
Nunca é fácil encontrar o balanço ideal num grupo com 6 elementos. Mas, tentamos comunicar bastante e partilhar as nossas necessidades pessoais para conseguirmos estar próximo de um balanço saudável.

Colaboraram com grandes nomes artísticos ao longo destes anos. Qual foi o artista que consideram ter aprendido mais e porquê?
Terei de dizer que foi o Quincy Jones. A resposta mais fácil para justificar seria, porque ele conseguiu mais de cada um de nós do que nós próprios achávamos que tínhamos!

O vosso ultimo álbum “Believe” desvia-se um pouco ao nível do estilo dos vossos projetos anteriores. Qual foi a razão porque decidiram ir por um caminho diferente?
É muito simples. Pessoas criativas querem sempre, e tem sempre a necessidade de mais e mais…o desejo de ir mais além, em direções que podem ser diferentes para testarmos o que conseguimos alcançar.

O que podemos esperar dos Take 6 nos próximos anos?
Estamos sempre à procura de projetos que cumpram e preencham os nossos desejos criativos. Também esperamos viajar para alguns sítios que nestes, mais de 30 anos, ainda não fomos!

Muitos artistas jovens admiram o vosso trabalho e tem vos quase como modelo a seguir. Qual o conselho que lhes dariam para terem sucesso neste meio?
Sempre aconselho de que devem ao máximo realçar o que vos faz únicos! Ninguém é como tu! Deves ser, e fazer o melhor possível, sempre.

Já tiveram a oportunidade de ouvir Fado?
Pessoalmente não estou familiarizado com o Fado, mas tenho muita vontade de ouvir e aprender.

Algumas palavras para os vossos fãs portugueses…
Nós gostamos muito de vocês e estamos com muita vontade de passar algum tempo com vocês…no palco e fora dele. Venham e vamos divertir-nos!!!