Adriana Calcanhotto, “Embaixadora da Universidade de Coimbra”, estreia o seu novo espetáculo “A Mulher do Pau-Brasil” em Portugal. Dia 10 de abril no Centro Cultural de Belém e dia 24 no Coliseu Porto. Estes espetáculos marcam o regresso aos palcos nacionais de uma das artistas mais queridas pelo público português. Tivemos a oportunidade de falar com a cantora sobre este novo projeto.

Quem é a mulher do pau-brasil e como a descreveria?

Lancei em 1987 ainda em Porto Alegre um concerto chamado “A Mulher do Pau-brasil”, que tinha um alinhamento a exaltar as ideias modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922 misturando a leitura de trechos da carta de achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, com sonoridade rock and roll. Era uma celebração das ideias das cabeças do movimento antropófago. Durante a minha residência em Coimbra lembrei-me desse concerto e, muitas das coisas que li nesse período, levaram-me para esse caminho.

O Manifesto da Poesia Pau-Brasil revolucionou a poesia brasileira. A Adriana pretende revolucionar o mundo da música com este novo trabalho?

Não! Não tenho pretensão alguma além de cantar para quem quiser ouvir e pegar a estrada de seguida. (Re) transmitir essas ideias sobre o Brasil deu-me vontade de voltar para o palco.

Neste novo projeto encontramos uma mudança na música que compõe? O que mudou?

Não saberia dizer o que mudou, mas minha expectativa é que tenha mudado para melhor, que tenha evoluído e que esteja mais essencial.

 O coliseu do Porto e o Centro Cultural de Belém são duas das salas mais emblemáticas do país. Sente uma responsabilidade diferente ao tocar nestas salas?

Claro que sim, a responsabilidade é enorme, a preparação é longa, são salas especiais e ali já vivi noites mágicas.

 O que é que o público português pode esperar deste espetáculo? Vai haver surpresas?

Provavelmente sim, quando não estou eu a conduzir o alinhamento com a minha guitarra, quando não sou a bateria do concerto, vamos dizer, como é o caso agora, o espaço para experimentar em cena cresce, fico mais livre…No concerto estou acompanhada por Gabriel Muzak nas guitarras e Ricardo Dias Gomes no baixo e piano.

Foi nomeada como Embaixadora da Universidade de Coimbra em 2015. Como é ser-se embaixadora de uma universidade portuguesa, brasileira e viajar pelo mundo?

É uma vida de sonho com a qual não cheguei a ter a coragem de sonhar.

 Quais são os seus projetos para o futuro?

Aproveitar muito o curso que vou dar em Coimbra, que será uma vivência muito inspiradora e me preparar para A Mulher do Pau-brasil.

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