A arte contemporânea ainda é um enigma para a maioria de nós. Hoje em dia, ao ir um museu, é para muitos difícil conceber o porquê de muitas obras serem conceituadas. O enigma, para esses, está em perceber porque é que coisas de uma pintura de uma lata de feijão, um quadro com simples geométricas, ou até um quadro todo branco, possa considerado arte.

Coisas que estão ao acesso de cada um de fazer. Reutilizações, reciclagem ou até mesmo a apropriação de objectos do dia-a-dia. Será mesmo que, como alguém disse, arte contemporânea é igual ao que podíamos ter feito mas não fizemos?

Antigamente os artistas eram considerados mestres, dado o elevado nível de complexidade das suas obras. Alguns consideram até que hoje em dia, parece que o que nos separa dos mestres artistas é apenas um curso numa universidade de Belas Artes e um bom conceito para algo que está em lá em casa.

Será mesmo assim? São estas as questões que são analisadas n’O Escândalo Philippe Dussaert, de forma bastante divertida. Como afirmou o autor, director e actor desta peça: “O Escândalo Philippe Dussaert permite uma investigação onde o actor e a plateia, de uma forma divertida e surpreendente, desvendam um dos maiores escândalos da história da arte contemporânea”.

Somos então convidados a assistir a uma palestra sobre Philip Dussaert, nascido no norte da França em 1947, que era atraído pelo conceito do “nada”. Aproveitando-se do seu talento para fazer cópias, começa a alterar obras de arte conceituadas e a adaptar para o seu estilo. Começa a ser famoso, até a uma reviravolta que dá nome a esta peça.

O sucesso do espetáculo, e a forma como foi pensado, valeu a Marcos Caruso e ao próprio espetáculo vários prémios no Brasil, prometendo agora contagiar o público português a pensar, a rir, no que é arte ou não.

Estará de 7 a 25 de Fevereiro no Auditório dos Oceanos, no Parque das Nações em Lisboa. Todos os dias da semana menos na segunda e terça-feria. Depois sobe até ao Porto, de 1 a 4 de Março no Teatro Sá da Bandeira.

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