António Fagundes, conhecido ator brasileiro, regressa este outono aos palcos do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, e do Coliseu Porto Ageas, com Baixa Terapia – uma Comédia no Divã, um espetáculo hilariante, aclamado pelo público e pela crítica, que contou com 150 mil espectadores no Brasil.

Tornou-se popular em Portugal pelos papéis icónicos em novelas brasileiras, mas é no palco que o ator se sente em casa e se entrega à sua grande paixão: o teatro. Aqui, o seu coração pende para a comédia – a extremamente difícil arte de fazer rir. Com a peça que agora traz a Portugal, “é impossível o público não rir”, garante o ator à Ticketline Magazine, “Vai rir sempre!”.

Em Baixa Terapia – uma Comédia no Divã, António Fagundes volta a pisar um dos terrenos mais escorregadios da arte teatral. Uma vez mais, o ator e produtor revela-se um mestre na utilização da linguagem teatral para desembrulhar enredos sérios e iluminar dramas complexos, pondo a plateia a rir durante uma hora e meia.
Baixa Terapia é um espetáculo que contagia tudo e todos, com diálogos que evoluem numa escalada descontrolada de histeria até atingirem o absurdo, levando os seis atores envolvidos a dar o melhor de si.

O texto do argentino Matias Del Federico tece o enredo em torno do encontro de três casais de diferentes gerações, que, ao chegar a uma habitual sessão de terapia de casal, descobrem que a psicóloga não estará presente.

Contudo, a terapeuta não poupou nos pormenores, deixando envelopes numerados com perguntas pessoais e instruções, e um bar bem apetrechado de garrafas de whisky – os ingredientes para que o jogo se desenrole expondo os altos e baixos da vida conjugal.

A interação das seis personagens – Ariel (António Fagundes) e Paula (Mara Carvalho), Roberto (Fábio Espósito) e Andrea (Ilana Kaplan) e Estevão (Bruno Fagundes) e Tamara (Alexandra Martins) – gera um turbilhão de confissões, verdades, meias verdades, mentiras e omissões que descamba numa enorme lavagem de roupa conjugal suja, capaz de apaixonar e surpreender a cada minuto.

O texto original foi traduzido pela atriz Clarisse Abujamra, ex-mulher de Fagundes; também Mara de Carvalho já foi casada com o ator; Bruno é filho de ambos; Alexandra Martins é a atual mulher de António Fagundes, e Mara está atualmente casada com Carlos Martin, o diretor de produção do espetáculo.

No Brasil, a peça já subiu mais de 200 vezes ao palco e teve cerca de 150 mil espetadores. Agora, António Fagundes vai trazê-la, finalmente, a Portugal, e estará em cena no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, entre os dias 26 de setembro e 28 de outubro, e no coliseu do Porto Ageas de 1 a 3 de novembro.

António Fagundes  

“O teatro é um triplo salto mortal sem rede”

Num breve registo na primeira pessoa, António Fagundes confessa que ainda sente um “friozinho” na barriga antes de pisar o palco Baixa Terapia já tem ano e meio de palco.

António Fagundes 50 anos de carreira. Ainda se sente nervoso antes de entrar em cena?
Essa história de que, depois de algum tempo, a gente se acostuma não é verdade. Estamos sempre perante uma plateia nova, constituída por pessoas diferentes das da sessão anterior. Isso deixa-nos sempre nervosos. Dá alguma ansiedade, aquele friozinho na barriga.

O que o faz dizer que o teatro é a sua pátria?
É no teatro que a gente ousa; é no teatro que a gente erra; é no teatro que aprendemos a ser humildes; é no teatro que a gente exercita e aprofunda o que faz. Costumo brincar dizendo que o teatro é um triplo salto mortal sem rede. É por isso que acho que o teatro é a minha pátria.

Por que razão é a comédia um género teatral tão difícil?
Dario Fo [dramaturgo e comediante italiano] tinha um pensamento muito interessante. Dizia que, no drama, você se alivia. Tem um sentimento catártico e vai embora satisfeito. Na comédia não. A comédia incomoda. Mexe com você de tal forma que leva alguma coisa para casa. Sabemos que a Baixa Terapia mexe com as pessoas.
Não só pelo final surpreendente, mas também porque o público ri desbragadamente. Esse riso provocativo faz com que as pessoas cheguem em casa e lembrem o que aconteceu naquela hora e meia.

Nos espetáculos em Portugal, também vai ter conversas com o público no final?
Não sou só eu. É o elenco inteiro. A gente troca de roupa em cinco minutos e volta para um bate-papo rápido e informal com a plateia. É uma tradição minha. Quero poder olhar para o público, saber de onde vieram e ficar aberto dúvidas ou qualquer pergunta que queiram fazer. Tem sido maravilhoso.

 

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