O Salão Preto & Prata do Casino Estoril, recebe a primeira edição do Cascais Rock Fest, dias 26 e 27 de janeiro. Duas noites eletrizantes de puro rock com grandes bandas. A animação da primeira noite está a cargo de Brian Spence, Reckless Love, Dan Reed e Danny Vaughn. Já a segunda noite conta com Ted Poley, GUN e a mítica banda Inglesa Fischer-Z. Depois do festival em Lisboa, Fischer-Z segue para Hard Club no Porto, dia 28 de janeiro, para um espetáculo único onde irão recordar êxitos como “So Long”, “Marliese” ou “The Worker”. Na entrevista à Ticketline Magazine, John Watts, vocalista e guitarrista do grupo, agradece o apoio de todos os portugueses e afirma que durante o último ano o maior número de pedidos de amizade no Facebook vinham de Portugal.

Este ano é um marco muito importante para o vosso percurso como banda, fazem 40 anos de carreira. Qual é o segredo para manter o sucesso passado tantos anos?
O segredo para manter o sucesso passa por ser continuamente inquisitivo. A relação entre um e outro é direta, a única maneira de ser relevante no panorama musical é ser sempre inquisitivo!

O crescimento e desenvolvimento tecnológico que o áudio tem vindo a sofrer durante os 40 anos da sua carreira deve ter aspetos positivos mas, certamente também impactos negativos. Qual é a sua opinião? 
Depende da definição de desenvolvimento. Eu não acredito que formatos de áudio novos, desenvolvimento das plataformas ou a Internet tenha, diretamente, alguma coisa a ver com a creatividade. Coisas como a qualidade do som são absolutamente irrelevantes em comparação a uma performance, que mexe com o nosso coração ou a nossa alma. Quer a descarregar um ficheiro com má qualidade, quer a tocar num vinil de grande resolução, a única coisa que importa é, de facto, o seu conteúdo e o modo como nos afeta.

Se pudesse mudar qualquer coisa nesta indústria, o que seria?
Pessoalmente, mudava a forma como é feita a distribuição da riqueza. Partilho a opinião de que o dinheiro não é repartido igualmente nesta indústria. Regra-geral, 1% dos artistas recebem 99% do dinheiro produzido. Também desencorajo o crescimento de parcerias corporativas na música. Este fenómeno já afeta o desporto por si só, não acho que tenha um impacto positivo.

Durante a vossa vida já tiveram a oportunidade de visitar vários países diferentes. Acham possível fazer pontes entre os mesmos através da música?
A música é definitivamente uma linguagem universal porém, não é adequada para resolver todo o tipo de conflitos, que chegam a ser muito complexos e acabam por transcender a música.

“Building Bridges” é o novo projeto que estão a desenvolver. Qual é a ideia geral  por trás do mesmo?
O que queremos mostrar aos nossos ouvintes é que, sem comunicação, não há soluções para qualquer problema político ou pessoal de relevância. A agressão, o medo e a violência são uma vertente da ignorância, que escorre da falta de compreensão e comunicação, portanto, tem de ser construída uma ponte que minimize os problemas e que, ao mesmo tempo, seja uma porta para o início de diálogos sem medos e pacificadores.

Já teve a oportunidade colaborar com grandes nomes da indústria. Como caracteriza essa experiências?
Pessoalmente, eu não faço muitas colaborações portanto, quando as faço, são sempre eventos muito especiais para mim.

Dia 26 e 27 de janeiro de 2018 vão estar presentes no Cascais Rock Fest e depois deslocam-se para o Porto, para atuar no Hard Club. Há alguma diferença nas ideias que querem passar aos vossos fãs, relativamente a estes espetáculos?
Todos os concertos são ligeiramente diferentes porque se refletem no tipo de audiência e espaço com que somos confrontados nessa noite. Posso dizer que estes espetáculos vão ter uma espinha dorsal muito semelhante mas, o tipo de atuação e de interação que vamos fazer com o público será sempre inovador.

Não é a primeira vez que viajam para Portugal correto? Como descreve os fãs portugueses e qual é a mensagem que lhes quer transmitir?
A primeira vez que vim a Portugal foi em 1980 e, desde aí, muita coisa mudou. Quero agradecer a todos os que foram aos meus primeiros concertos aqui e também à nova geração. Durante o último ano o maior número de pedidos de amizade no Facebook tem vindo de Portugal. Isto por consequência de uma nova geração. Quero dar-lhes as boas vindas com uma mistura entre temas mais conhecidos pelo público e também os nossos projetos mais recentes.

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