A Fada Oriana passa do papel para o teatro, aos fins de semana de junho e julho, na Quinta da Regaleira em Sintra

É difícil encontrar, em território nacional, outro espaço de apresentação recorrente de espectáculos ao ar livre tão apropriado, como a Quinta da Regaleira, para acolher uma versão cénica do texto da célebre escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner. Não é preciso desencriptar o complexo programa simbólico da Quinta de Carvalho Monteiro para, quando se franqueiam os portões, se intuir que estamos na presença de um lugar mágico cujo imaginário remete imediatamente para contos de fadas; onde, se a nossa infância quiser, podemos deixar-nos surpreender pela aparição de um ser sobrenatural que fala connosco, nos toca, nos convida para entrar. É o caso da fada Oriana, personagem saída da pena da poetisa que conquistou o Prémio Camões, em 1999. O texto de Sophia, de uma extraordinária delicadeza e simplicidade, conta a história de um destes seres mágicos, só visíveis ao olhar das crianças e dos animais, e que parece autóctone do território encantado da Regaleira.

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