“Linda Martini” é abrasivo, pela sua urgência e descontrolo, mas revela um equilíbrio cada vez maior desses elementos com o ritmo, a melancolia e o intimismo do seu antecessor.

Graças a uma rapariga italiana que lhes deu permissão para usarem o seu nome, os Linda Martini de hoje continuam a crescer e não se encurralam num só estilo, podendo fazer Rock e Fado, Fugazi e Variações, Fela Kuti e Afrobeat, Tim Maia e Funk, sem nunca soarem a outra coisa que não eles. Dia 15 e 16 de fevereiro a banda vai estar no Lux, em Lisboa e dia 23 de fevereiro no Hard Club do Porto.

Como André Henriques (Voz e Guitarra), Cláudia Guerreiro (Baixo e Voz), Hélio Morais (Bateria e Voz) e Pedro Geraldes (Guitarra e Voz), poucas bandas sabem como remexer e criar desconforto à primeira audição. Da harmonia ao caos, do balanço lânguido às cavalgadas épicas. Linda Martini soa a disco feito por quatro cabeças entre quatro paredes, sem medo que se oiça do lado de fora. E isso não é dizer pouco.

COMPRAR