Lisístrata de Aristófanes é um dos clássicos gregos mais antigos que chegam até aos dias de hoje. Profundamente atual, Lisístrata é uma comédia na qual o poder das mulheres é enaltecido com recurso ao humor para falar de problemas sérios da sociedade.

A personagem central da trama que dá o nome à peça é Lisístrata, cheia de força e garra, como era pouco comum nas mulheres daquele tempo. Com ousadia e muito à frente do seu tempo, Aristófanes, fez desta mulher uma guerreira. Esta peça é passada no século V (aproximadamente), na guerra do Poloponeso, que durou vinte e sete anos. Começa por uma reunião de mulheres de toda a Grécia, amigas e inimigas unidas para alcançar o mesmo, a paz. A ideia de que através de uma greve de sexo poder-se-ia terminar com os conflitos entre as cidades-estado surge desta mulher. Ao longo da peça as mulheres tomam a Acrópole, exigem ser elas a tomar as decisões e a intermediar o acordo entre Atenienses e Espartanos, por serem mais capazes de o fazer.

Com sedução e provocações para deixar os maridos inflamados de desejo, as mulheres pretendem obrigá-los assim a acabar com a guerra. Deixamos levar-nos por este texto divertido sem darmos conta da crítica que se nos apresenta, passando por vários pontos tais como “o lugar da mulher é na cozinha”, ou o facto de as mulheres não poderem falar de guerra pois nunca estiveram no campo de batalha ou ainda a eterna guerra dos sexos. Entre mulheres, homens, velhas, velhos, magistrados e profecias de forma leve e descontraída termina a peça com a reconciliação dos rivais acompanhada de um grande banquete repleto de alegria e da tão desejada paz. Todas as quintas,sextas,sábados e domingos, de 1 a 11 de fevereiro, no Centro Cultural da Malaposta.

 

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