Muros, uma criação de Né Barros sobe ao palco do Centro Cultural de Belém nos dias 9 e 10 de fevereiro.

Este projeto coloca-se na zona de exploração do corpo e das identidades muitas vezes fixadas na noção de etnia e de marca territorial. Num momento particularmente crítico no que respeita às questões migratórias, reemerge a importância de pensar o corpo como uma valência transversal e sem fronteiras. A pesquisa irá focar-se nos “muros” enquanto formas visíveis e invisíveis, virtuais e materiais, de modo a questionar as deslocações do familiar, da zona entre privado e público, do íntimo, do periférico, do efémero e do intempestivo na contemporaneidade.

Migrantes, deslocados, refugiados, exilados constituem figuras em relação a um espaço sedentário onde são marcados os territórios de reconhecimento do mesmo e de rejeição do estranho. Num dispositivo cénico que separa os corpos, este bailado vai convocando imagens e zonas de conflito e de resistência. O som e a voz são o veículo que parece ser a única coisa que passa, passa mensagens de amor, de ódio, de resiliência ou de desistência.

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