Um homem, Senhor Melo, decidiu construir um Museu com objetos que as pessoas fazem existir. Objetos com memórias vivas.

O chapéu salva-vida, o pão torrado que alimentou um amor clandestino, a aliança da revolução que acabou com a guerra, a boneca que não se pode partir e tantos outros. Tudo isto é o Museu da Existência. Este museu pode ser conhecido nos dias 3 e 10 de fevereiro no Centro Cultural de Belém. Os objetos e as histórias são das pessoas que abriram a porta de casa ao Senhor Melo, um pouco por todo o país. Ele falou-lhes do Museu da Existência e elas decidiram fazer parte.

Emprestaram e doaram as suas próprias memórias vivas. Os seus objetos. «O futuro dos museus é dentro das nossas casas.» Quem o diz é Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura 2006, autor do livro Museu da Inocência, que conta a história de Kemal, um homem que construiu um museu de objetos a partir do momento mais feliz da vida dele próprio: o Museu da Inocência, em Istambul, na Turquia. O Senhor Melo conheceu Kemal e decidiu construir o seu próprio museu de objetos, a partir dos momentos mais felizes da vida das pessoas. Também é isto que é o Museu da Existência. Uma casa. Em Lisboa, a coleção do Museu da Existência inclui também objetos emprestados de pessoas do município.

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