“L’enfant et les sortilèges” produzida pela Ópera de Lyon, chega ao Teatro Nacional de são Carlos, em Lisboa, dias 28, 29 e 30 de dezembro e 4, 5 e 6 de janeiro.

Uma criança desobediente destrói e maltrata os objetos que a rodeiam. Mas estes ganham subitamente vida e enfrentam o pequeno rebelde, repreendendo-o pelo seu comportamento que há muito os atormentava e magoava. Certo dia, ao dar-se conta das consequências das suas ações, a criança, através de uma viagem espiritual, conhece o amor, a amizade e o perdão.
Depois de “L’heure espagnole” (1907), L’enfant et les sortilèges é a segunda e derradeira incursão de Ravel no domínio da ópera.
Em 1914, Colette aceita o convite de Jacques Rouche, diretor da Ópera de Paris, para escrever o enredo para um bailado cuja música seria escrita por Ravel, compositor que a escritora muito admirava. Em menos de oito dias, Colette escreve um poema em prosa que viria a transformar-se num libreto para uma fantasia lírica em duas partes. Porém, só em 1925 é que a ópera se estrearia em Monte Carlo dirigida por Victor de Sabata e com sequências coreografadas por George Balanchine. Um espetáculo para toda a família.

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