Na história universal do jazz, não há país que não conte histórias de jovens músicos que quando começaram a tocar já eram maiores do que a vida que tinham vivido. Ricardo Toscano é um exemplo vivo.

Ricardo Toscano começou num dos berços mais populares: as bandas filarmónicas. O seu primeiro instrumento foi o clarinete (clássico) e, mais tarde, quando entrou para a Escola de Jazz Luiz Villas-Boas do Hot Clube, dedicou-se ao saxofone (alto). Aos 17 anos foi admitido na ESML em “regime especial de sobredotado”.
A primeira impressão do primeiro encontro com Ricardo Toscano é a incredulidade: tocar assim, com tão impressionante domínio expressivo do instrumento; tocar assim, com um tão raro conhecimento da gramática e sintaxe jazzísticas; tocar assim, em sucessivos e aparentes inesgotáveis saltos de maturidade a cada dia que passa. Na base de tudo está, à vista de todos os ouvidos, uma extraordinária e rara intuição, a que há que juntar incontáveis horas a ouvir e a tocar, sozinho e com os outros, que é, sempre foi e será, a melhor forma de crescer no jazz. Dia 27 de janeiro na Culturgest, em Lisboa.

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