A edição 2018 d’O Sol da Caparica é definitivamente um marco na diversidade de estilos que caracteriza o evento, com espaço para cantautores e lendas pop rock nacionais, nomes fortes da cena kizomba internacional e até música de dança de recorte disco sound, mas tem, sobretudo uma grande representação do hip hop para os gostos da nova geração.

Os novos arquitectos das rimas em português Piruka, Jimmy P, Bispo, Deau e Wet Bed Gang representam diferentes sensibilidades desta cultura, com nomes a estenderem-se entre o norte e o sul do país e a somarem entre todos números assombrosos nas plataformas de streaming graças aos êxitos que se agigantam nas gargantas de toda uma geração. São eles os novos heróis que todos ouvem e que todos querem cantar e os novos trovadores na arte de escrever e cantar em português. São cinco os grandes representantes desta cultura no festival, que certamente aquecerão e de que maneira esta edição! Nesta sequência está ainda presente a 4º edição do livro Debaixo da Língua, iniciativa esta que à semelhança do hip hop / rap presente no festival, muito celebra a língua portuguesa como um veículo de cultura em conversas entre o jornalista/locutor de rádio Rui Miguel Abreu e vários convidados dos mais variados hemisférios. Slow J, Allen Halloween, Stereossauro ou José Mário Branco fazem parte desse leque de convidados e suas relações directamente à língua de Camões. De quinta a sábado, ao final da tarde, também a poesia de nomes maiores da nossa língua, regressam em força ao Anfiteatro do Parque Urbano , sob a orientação de Alexandre Cortez , Dizem Os Poetas – chega a poesia maior de David Mourão-Ferreira, Sophia de Melo Breyner, Jorge de Sena, Mário Cesariny, Ary dos Santos e Natália Correia, entre outros, nas vozes surpreendentes de declamadores e atores conhecidos do grande público.

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