Sean Riley & The Slowriders celebram este mês dez anos desde a edição do seu primeiro álbum. Para além da re-edição especial do disco em CD e a sua estreia em Vinil a 20 de outubro, vai percorrer o país numa série de espetáculos onde vão revisitar Farewell na íntegra. A Ticketline Magazine quis saber mais sobre esta tour.

Como surgiu o nome da banda? 
O nome da banda começou por ser Sean Riley. Uma espécie de pseudónimo que escolhi para assinar a escrita de canções em inglês. “Slowriders” foi algo que acrescentámos após o primeiro concerto, já com o Bruno e o Filipe na banda.

Farewell foi um projeto que mudou as vossas vidas? Porquê? 
Difícil de responder. Mudou em tantas maneiras… há momentos marcantes nas nossas vidas, momentos decisivos que definem trajetórias. Penso que este disco foi um deles para todos nós. A nossa vida é o que é hoje porque houve um Farewell. Se não tivesse havido teriam com certeza seguido noutras direções e seriam muito diferentes.

 Já passaram dez anos desde edição do primeiro álbum. O que tem de especial esta reedição do disco Farewell, esperam conquistar novos públicos? 
Para nós o mais importante é celebrar o momento. Como qualquer outro aniversário. Assinalar uma data que para nós foi marcante e voltar a dar (mais) visibilidade a algo que fizemos nessa altura. Se com isso conseguirmos levar essa musica a novas paragens e a pessoas que na altura não a apanharam, maravilha.

 Esta tour tem um sabor especial? Porquê? 
Nem quando o disco saiu tocávamos só musicas do álbum nem o álbum inteiro. O alinhamento destes concertos vai ser inédito. Há musicas que não devemos ter tocado ao vivo mais do que um punhado de vezes. E tocar o disco de principio ao fim vai ser um bom desafio e vai saber muito bem com certeza.

Têm alguma cidade preferida para atuar? 
Não. Gostamos de tocar onde quer que seja que as pessoas estiverem com vontade de nos ver e ouvir. Alimentamo-nos muito da boa vibe do público. Seja num refeitório na Guarda ou num auditório em Amesterdão.

Estiveram três anos afastados dos palcos. Sentem que estes anos serviram para crescerem como artistas? 
Sem dúvida. Todos nós estivemos dedicados a outros projectos que nos fizeram desenvolver competências a titulo pessoal, naturalmente que essa evolução teve a sua repercussão na banda como terão todas as diferentes fases de vida que vamos atravessando pelo caminho.

Que conselhos dariam a quem está a começar uma carreira musical? 
Façam algo que sintam genuinamente e que vos dê prazer. Divirtam-se e não se levem demasiado a sério.

Conhecem a Ticketline Magazine? Que pensam do projeto editorial?
Conheço e acho um excelente projecto. Muitos parabéns!