Richard Strauss viu uma produção de Electra em 1903, de Sófocles. Esta peça foi depois reescrita sob a influência de Freud a partir de Hugo Von Hofmannsthal e encenada por um revolucionário chamado Max Reinhardt.

Strauss reparou que havia um grande potencial que podia ser trabalhado, e pediu a Hugo autorização para participar e dar o seu contributo para o texto da única forma que ele sabia que podia dar o melhor de si, na música. Nasce então uma das mais famosas parcerias entre compositor e libretista. Uma música que respeita o mais ínfimo promenor e trabalha o detalhe de uma forma genial.

A partitura de Elektra foi escrita para uma orquestra de dimensões sem precedentes na altura, com um leque de oito clarinetes, oito trompas e quatro tubas wagnerianas, quebrando novas fronteiras do fortíssimo. O papel de Elektra é esgotante em termos vocais, do ínicio ao fim, mas só assim consegue transmitir a forte emoção pretendida do soprano dramático. Dias 1, 4 e 7 de fevereiro, no Centro Cultural de Belém – Grande Auditório, tem a oportunidade de assistir a um espetáculo de ópera, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa a acompanhar todo o percurso deste evento, pronta a apresentar uma musicalidade genial.

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