O Centro Cultural de Belém celebrou, no mês passado, o seu 25º aniversário. É, sem dúvida, um dos espaços pilares à cultura lisboeta, recebendo toda uma panóplia de visões artísticas e multitudes de expressões. E, apesar de ser muito reconhecida pela sua exibição de arte contemporânea – e não só -, também se trata de uma casa essencial no circuito musical lisboeta. Basta ver que a sua inauguração aconteceu ao som de um concerto gratuito dos Madredeus e a Orquestra Sinfónica. Música, teatro, dança, são assim também mote no CCB, numa programação que já contou com nomes como a coreógrafa Pina Bausch, os maestros Ton Koopman ou o pianista Bernardo Sassetti. Também pela sua iniciativa CCBeat passaram nomes contemporâneos da música popular portuguesa. Nomes como Jibóia, Xinobi ou Mazgani, encheram, no ano passado, a sala do CCB de uma outra energia. Este mês muito vai acontecer pelas inúmeras salas do CCB, desde a fotografia, dança e tanto mais. O Centro Cultural de Belém não é só centro para aquela zona, mas para toda a Lisboa. E o seu 25º aniversário é só mais uma desculpa para o visitar.
Texto: Pedro Paulos

Dias da Música

Dia 21, 26, 27, 28 e 29 de abril, o Centro Cultural de Belém recebe os Dias da Música. Castigos, Culpas e Graças Divinas é o título inspirado nas pinturas de Hieronymus Bosch. Criou um mundo perturbante e fantástico, onde se retratam os vícios e os pecados que atormentavam o homem medieval. Inspirando-se neste grande pintor, apresentam um Festival em Forma de Tríptico. O dia 21 de abril, é dedicado à causa dos estudantes sírios com o Festival Jovem. Dia 26 de abril, o Grande Auditório apresenta “A Criação” de Joseph Haydn, obra que tem como base o “Génesis”. Dia 27 de abril, exploram-se os Castigos com a obra “Danação de Fausto” de Hector Berlioz, e com o “Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente. Dia 28 de abril, é dedicado às Culpas, Pecados e Tentações Terrenas com a obra “Os Sete Pecados Mortais” de Kurt Weill e Bertolt Brecht, e a ópera “Gianni Schichi” de Giacomo Puccini. No último dia, 29 de abril, é dedicado às Graças Divinas e à Reconquista do Paraíso com “Sinfonia Dante” de Franz Liszt, o “Requiem” de Gabriel Fauré e a “Oratória Das Paradies und die Peri” de Robert Schumann.

Jason Moran e os The Bandwagon
Jason Moran começou desde pequeno a tocar piano. Para prosseguir com os estudos, entrou na Manhattan School Music, onde estudou com o pianista Jaki Byard. O seu primeiro disco intitulado “Further Ado”, o qual chamou a atenção da editora Blue Note com quem assinou contrato. Em 1999, grava com a sua banda, “The Bandwagon”, o segundo disco “Soudtrack to Human Motion”, que foi muito elogiado. Mas é o seu terceiro disco, “Black Stars” que o lança para o reconhecimento do público. Já atuou com Cassandra Wilson, Joe Lovano, Don Byron, Steve Coleman, Ravi Coltrane, entre outros. The Bandwagon tocam nos festivais de jazz e editaram “Ten”, que comemora o décimo aniversário da banda. Dia 4 de maio, apresentam- se no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.

As melodias do amor

A Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob direção do maestro Alexander Joel e com a cantora espanhola María José Montiel, apresentam ao público algumas canções de amor. As músicas escolhidas para este grande concerto são as de Peter Lieberson com “Canções de Neruda”. Lieberson escolheu 100 Sonetos de Amor escritos por Pablo Neruda, destinando-os aos dons vocais da sua mulher, Lorraine Lieberson. Os poemas falam da morte, do medo, mas principalmente, da ternura. Dia 13 de maio, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, estará à sua espera no palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.

Marie Chouinard apresenta “Jardim das Delícias”

Em 1990, Marie Chouinard funda a sua companhia Compagnie Marie Chouinard. Nos seus primeiros trabalhos “Les Trous du Ciel” e “The Rite of Spring”, ficaram expostas as preocupações, os interesses e as experiências que irão marcar uma linguagem muito pessoal. Na peça “Jardim das Delícias”, que vai apresentar dias 18 e 19 de maio, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Marie procede a uma leitura virtuosa da pintura, onde põe em evidência a representação figurativa nos movimentos coreográficos.

O modelo da cidade de Paris por Haussman

Entre 1853 e 1870, Georges-Eugène Haussman transformou Paris, acima e abaixo do solo, do centro aos arredores da cidade, para melhorar as manobras militares, a circulação e a higiene em Paria. Destruiu pequenas ruas e criou um espaço urbano organizado. Mais de cem desenhos, planos, arquivos, fotografias e maquetes vão estar expostas de março a junho, na Garagem Sul no Centro Cultural de Belém. Nesta exposição, vai poder observar e analisar o potencial modelo urbano parisiense contemporâneo. O modelo de Haussman define ainda hoje a identidade da capital francesa.

Um amor trágico

Manon Lescaut e Chevalier des Grieux são de famílias muito diferentes. Manon descende de uma família pobre, enquanto que Chevalier pertence a
uma família nobre. Chevalier decide fugir com a sua amante Manon, e perde a sua herança quando o seu pai descobre. Decidem morar em Paris, mas
caiem na pobreza, fazendo com que Chevalier caia na criminalidade. Manon é deportada como prostituta para Nova Orleães, e Chevalier segue-a. O casal consegue fugir para uma floresta, onde Manon acaba por morrer devido à exaustão. A história será apresentada em ballet pela The Royal Ballet
acompanhada pela Royal Opera House. Dia 3 de maio, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.

Ciclo de Entrevistas por Anabela Mota Ribeiro

“(Quase) Toda Uma Vida” é um ciclo de entrevistas feitas por Anabela Mota Ribeiro a diversas personalidades. Dia 8 de abril, entrevista Maria
Emília Brederode Santos no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Maria Santos é uma reconhecida pedagoga, pertencente ao Conselho Nacional de Educação.

A relação entre a música e o sobrenatural

O Centro de Congressos e Reuniões do Centro Cultural de Belém, recebe o Ciclo “O Sobrenatural na Música”, 10 e 17 de abril. O Ciclo vai refletir sobre como o sobrenatural acompanhou a História da música nos séculos XVII ao século XX. A música entrelaça-se com o maravilhoso, a magia e o fantástico, desde a representação de bruxas, demónios, em que se chega ao ideal de criar para cada obra uma linguagem sobrenatural.

Um conto sobre o mar

“A Menina do Mar” de Sophia de Mello Breyner Andresen, vai ser apresentada em teatro, música e cinema. Um programa ideal para os mais novos, onde não faltará entusiasmo, curiosidade e cultura marítima do agora e do futuro. De 19 a 27 de maio, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém.

Sequin no Pequeno Auditório

Sequin é um projeto de Ana Miró desde 2013. Dia 11 de maio, apresenta-se no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Os ritmos quentes, os sons delicados e o eletro-pop levam o público a um misto de festa e de nostalgia. O ano ficará marcado pelo regresso às edições, com o lançamento de um novo discos de originais.

A Orquestra da Câmara Portuguesa encanta o CCB

A Orquestra da Câmara Portuguesa, sob a direção de Pedro Carneiro, atua no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, dia 31 de maio. Vai poder escutar a obra “Cartas Íntimas”, que retrata uma ode à espiritualidade e ao amor no ano de 1917, “Cantos tonales, en épocas atonales”, uma viagem pela melancolia e “Trabalhos de Madeira”, uma meditação sobre a madeira em forma de música.

Um quarteto de trombones

João Abreu, José Rosas, João Braga e Miguel Barros são quatro jovens músicos que formam o Vianna Bones Quartet. Vão atuar na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém, dia 17 de maio. Participaram em recitais e masterclasses com Olga Prats e Juan Carlos Matamoros. Na 1ª edição do Concurso Nacional de Música na Câmara de Vila Verde ficaram em 1º lugar.

Uma banda de originais

Cuca Monga reúne Capitão Fausto, Modernos, BISPO, El Salvador e Ganso que se juntaram para uma digressão de doze concertos, em 2016. Dia 12 de maio, na Sala de Ensaio do Centro Cultural de Belém, interpretam várias músicas de cada banda para encantar o público. Os singles “Casa a Arder” dos Modernos, “Derradeira” de El Salvador e “Pistoleira” de Ganso, são algumas músicas que poderá ouvir.

CCB recebe Laurent Stalder

As Conferências da Garagem recebem Laurent Stalder, que vai falar sobre “O que aconteceu à Arquitetura?”. Nesta conversa, vai se discutir sobre a procura incessante do “novo”. Novas formas de construir, novos materiais, novos métodos de construção, novos processos de design, e muito mais. Dia 8 de maio, na Sala Centro de Reuniões do Centro Cultural de Belém, junte-se a esta conversa.

À conversa com Pilar Maroto e Joaquim Caetano

Dia 15 de abril, o Centro Cultural de Belém recebe Pilar Silva Maroto, do Museu do Prado e Joaquim Oliveira Caetano, do Museu de Arte Antiga. Doutorados em História de Arte, são os dois dos maiores especialistas da obra de “Bosch”. A conversa vai ser em torno do V Centenário de Jerónimo Bosch, na Sala Luís de Freitas Branco.

Joana Almeida encanta o CCB

Com apenas 17 anos, começou a cantar nas casas de fado nos bairros de Alfama e no Bairro Alto. Joana Almeida foi vencedora do 2º Grande Prémio Nacional do Fado da RTP1. Participou nos festivais Caixa Alfama e Caixa Ribeira. No dia 4 de maio, vai encantar o público com a sua incrível voz, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém.