Tony Carreira celebra 30 anos de música e já anunciou a despedida, ainda que temporária, dos palcos. Razões mais do que suficientes para assinalar a ocasião com três concertos muito especiais e cheios de surpresas. A 10 de novembro atua no Multiusos de Guimarães e nos dias 16 e 17 do mesmo mês volta a encher a Altice Arena.

Pavilhão da Utopia, Pavilhão Atlântico, MEO e agora Altice Arena. Por muito que o nome

da maior sala de espetáculos do País tenha mudado desde a sua inauguração, há um outro nome que ficou bem guardado na sua história: o de Tony Carreira.

Estas vão ser as 18.ª e 19.ª vez, respetivamente, que o artista português enche a Altice Arena, depois da atuação no Multiusos de Guimarães dia 10 de Novembro.

Três concertos muito especiais para os fãs, mas também para Tony Carreira. Não só porque se trata da apresentação, pela primeira vez ao vivo, do tema Cosas del Amor, o novo single em dueto com Rudy Pérez que serve de apresentação a um álbum acústico (com lançamento marcado para novembro), e porque se comemoram 30 anos de canções, mas porque são os últimos antes de uma pausa temporária, mas que deverá ser suficientemente longa para deixar o cantor com saudades dos palcos e os fãs com saudades dele.

“Vai haver muitas surpresas”, afirma, revelando alguns (poucos) pormenores na entrevista que se segue, como o de nestes concertos contar com a presença dos filhos Sara, David e Mickael em palco.

E como se todas estas emoções não bastassem, tudo isto coincide com a publicação de um livro de memórias, “O Homem que Sou” – onde Tony partilha recordações de um menino que cresceu num casebre sem água canalizada nem eletricidade, que emigrou para se tornar operário fabril e, depois se conseguiu tornar num músico com mais de 60 discos de ouro e platina, sendo agraciado pelo governo francês e pelos World Music Awards.

O anúncio de pausa surpreendeu alguns, mas o cantor garante que este está longe de ser o fim da sua carreira “Só me vou reformar quando estiver mesmo de rastos. Ainda não é o caso!”

Trinta anos de música com um sucesso estrondoso e uma vida completa. 60 discos de platina, três filhos, uma neta… Foi esta a vida que escolheu? Considera-se um
homem feliz?
Seria de uma ingratidão tremenda se não me considerasse um homem feliz. Esta é efetivamente a vida que escolhi. Mas também nunca pensei chegar a 60 discos de platina. Filhos: queria dois, tive três. Sinto-me um homem abençoado. Quanto aos netos, nunca me passou pela cabeça… é claro que sabia que um dia, tendo filhos, seria avô. Naturalmente, aconteceu: tenho uma neta maravilhosa, linda de morrer e alegre como eu gosto. Portanto, sou também um avô feliz.

Na primavera anunciou um “virar de página”, “uma pausa” e especulou-se que a 17 de novembro o Tony Carreira subiria pela última vez (para já) ao palco da Altice
Arena… o homem que quer que a neta o trate por Tony e não por avô, vai reformar-se?
[Risos] A minha neta pode chamar-me avô à vontade… só me vou reformar quando estiver mesmo de rastos. Ainda não é o caso! Adoro aquilo que faço.

O que vai fazer?
Ainda não sei o que vou fazer durante a pausa. Não estou a pensar nisso neste momento. Estou focado em chegar aos dias 10, 16 e 17 de novembro. Nada mais.

Os seus filhos já cantaram pontualmente consigo em concertos. Para quando um concerto em que os quatro partilhem o palco?
Não faço ideia. Um concerto inteiro, talvez nunca. Mas dizer nunca é algo complicado. Ninguém tem a certeza do nunca. Espero tê-los comigo nestes concertos, antes desta pausa que já anunciei. Ainda não lhes fiz o convite e espero que eles aceitem [risos]. Acho que eles vão aceitar, claro.

O que pode desvendar, para já, dos concertos de novembro?
Vão haver muitas surpresas. Vou ter muitos convidados em palco. Apetece-me estar ali rodeado de pessoas de quem gosto e admiro, na Altice Arena e também no Multiusos de Guimarães, que vão ser os últimos desta tournée – uma tournée especial porque há uma pausa a seguir. E, claro, vou sentir saudades dos palcos.

Há muito de romantismo nas suas canções. Consegue conceber a música romântica sem o Tony Carreira?
No meu caso, sendo eu o Tony Carreira, claro que sim. Porque não me oiço a mim próprio. Gravo as minhas canções, os meus discos. Oiço-os muito, muito, muito até serem editados. A partir do momento em que os edito, deixo de os ouvir. Seria, no mínimo, estranho se um tipo se andasse no carro a ouvir-se cantar a si próprio. Isso quando há tanto cantor que eu admiro, como Roberto Carlos, Luís Miguel ou os Abba, só para citar alguns.

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